Anderson Coelho presidiu por três mandatos o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª Região, responsável pela atuação do sistema profissional em Minas Gerais.
Sua relação com o Crefito-4 começou em Três Corações. Em 2004, Anderson foi designado delegado regional da instituição. Em 2010, tomou posse como conselheiro efetivo e assumiu a função de diretor-secretário.
Eleito presidente pela primeira vez para o período iniciado em 2014, Anderson foi reconduzido ao cargo nos dois processos eleitorais seguintes. A passagem por diferentes funções permitiu que ele acompanhasse tanto o atendimento cotidiano aos profissionais quanto as responsabilidades administrativas, fiscalizatórias e institucionais do conselho.
Atendimento e redução da distância
Uma das áreas trabalhadas durante o período foi a ampliação do atendimento oferecido aos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.
A gestão adotou medidas como ampliação dos horários, criação de atendimento por WhatsApp, instalação de unidades regionais, fortalecimento das delegacias e desenvolvimento de serviços digitais.
Essas iniciativas respondiam a uma dificuldade material: Minas Gerais possui um território extenso, com profissionais distribuídos em municípios distantes da sede do conselho, localizada em Belo Horizonte.
Sem atendimento regional e digital, procedimentos simples podem exigir deslocamentos longos, gastos e perda de tempo. A descentralização buscou aproximar a instituição da realidade dos profissionais que vivem e trabalham no interior.
Fiscalização e estrutura administrativa
Outro eixo foi a reorganização da estrutura administrativa e de fiscalização.
Durante os mandatos, o conselho realizou concursos públicos e ampliou a participação de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais nas equipes responsáveis pela fiscalização. Também foram adotadas medidas para simplificar procedimentos e fortalecer a orientação aos profissionais.
A fiscalização possui uma função que vai além da aplicação de penalidades. Ela protege a população contra o exercício irregular, verifica condições de funcionamento dos serviços e orienta os profissionais sobre suas responsabilidades.
Para cumprir esse papel, precisa ter estrutura, pessoal qualificado, planejamento territorial e critérios transparentes.
Transparência e comunicação
O período também foi marcado pela criação ou ampliação de instrumentos de comunicação e transparência.
Entre as iniciativas relacionadas no histórico da gestão estão a estruturação de uma assessoria de comunicação, a criação de canais digitais, a implantação do Portal da Transparência, a oferta de serviços eletrônicos e a criação de espaços para dúvidas, reclamações e pedidos de informação.
A transparência permite que profissionais e cidadãos acompanhem receitas, despesas, contratos, decisões e atividades de uma instituição pública.
Também reduz a dependência de relações pessoais para obter informações e cria condições para que a gestão seja fiscalizada.
Formação e atualização profissional
A capacitação ocupou outro espaço relevante. Foram realizados eventos, fóruns, encontros e atividades voltadas a profissionais, estudantes, professores, coordenadores de cursos e especialistas.
A expansão das profissões, o surgimento de novas tecnologias e as mudanças nas políticas de saúde exigem atualização permanente. A formação não se encerra com o diploma.
Ao aproximar o conselho das universidades e dos estudantes, a gestão buscou antecipar a discussão sobre ética, regulamentação, mercado de trabalho e responsabilidade profissional.
Diálogo com outras profissões
Embora o Crefito-4 represente a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional, parte de sua atuação depende do diálogo com outras áreas.
Durante os mandatos de Anderson, a instituição participou da criação de um fórum que reuniu presidentes de conselhos profissionais da saúde em Minas Gerais.
A articulação entre conselhos permite discutir problemas comuns, como formação, exercício profissional, fiscalização dos serviços, condições de trabalho e funcionamento do SUS.
Esse tipo de relação não elimina divergências entre as categorias. Mas cria um espaço institucional para construir posições conjuntas quando existem interesses comuns.
Presença em Minas Gerais
Projetos de interiorização, audiências públicas, encontros regionais e capacitações em diferentes mesorregiões também fizeram parte do período.
A presença territorial permitiu ouvir profissionais que enfrentavam realidades distintas das encontradas na capital. Municípios pequenos, cidades-polo, regiões com baixa oferta de serviços e áreas com grande concentração de cursos possuem necessidades diferentes.
A experiência acumulada nesse processo ampliou o conhecimento de Anderson sobre a distribuição regional da Fisioterapia, da Terapia Ocupacional e dos serviços de reabilitação em Minas Gerais.
Da representação profissional para a saúde pública
A presidência de um conselho profissional não equivale à gestão do SUS e não transforma automaticamente experiência institucional em representação política.
Ainda assim, três mandatos à frente de uma entidade estadual proporcionaram a Anderson contato com profissionais, estudantes, universidades, gestores, parlamentares e serviços públicos e privados.
Essa experiência permite compreender como decisões administrativas, regras profissionais, orçamento, formação e distribuição territorial interferem no atendimento recebido pela população.
A trajetória de Anderson Coelho no Crefito-4 constitui uma das bases de sua atuação em defesa da Fisioterapia, da Terapia Ocupacional e de uma saúde multiprofissional mais organizada em Minas Gerais.
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